Livro da EdUFSC aponta filósofos focados na mente humana

27/06/2014 11:33

As Teorias da Linguagem elaboradas na Filosofia, que começaram a proliferar no início do Século XX, estão hoje presentes no cotidiano das universidades e da sociedade. É o que constata o professor e pesquisador Luiz Henrique de Araújo Dutra no livro Filosofia da Linguagem- Introdução crítica à semântica filosófica, lançado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC). “Não há comunicação eficiente sem que determinados símbolos ou marcas sejam social e coletivamente tomados como portadores de determinadas significações e regidos por regras”, esclarece o pensador.

Os filósofos, acrescenta, têm demonstrado uma preferência pela semântica. Afinal, a matéria “se ocupa dessa relação entre os símbolos e aquelas outras coisas que, supostamente, representam para nós”, explica o pesquisador que publicou diversos livros e artigos científicos no Brasil e no exterior. Pela EdUFSC também lançou Introdução à Teoria da Ciência e Oposições Filosóficas.

Doutor em Lógica e Epistemologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), Luiz Henrique de Araújo Dutra integra o Departamento de Filosofia da UFSC. O pesquisador do CNPq e ex-diretor da EdUFSC sublinha que “os problemas que os estudos formais podem apresentar e, assim, levar às Teorias da Linguagem não são apenas de caráter sintático, mas têm sido também, em grande medida, de caráter semântico”.

A Filosofia da Linguagem, salienta o autor, pode socorrer os leitores “não apenas na compreensão das propriedades e da natureza da linguagem comum, mas também das linguagens formalizadas e das possíveis traduções, entre elas, dos próprios procedimentos de arregimentação”.

No final de cada um dos cinco capítulos, o autor recomenda leituras, inclui questões e propõe uma atividade didática, fazendo, dessa forma, um convite direto à reflexão e ao aprofundamento das teses e estudos apresentados. Sendo livro introdutório, opta, necessariamente, por “escolhas drásticas”, sem abandonar o que pode ser considerado consenso geral na Filosofia da Linguagem.

Dirigida principalmente para estudantes de Filosofia, a obra, além de provocar polêmica e debate, é útil também para quem transita na Metafísica, na Lógica e na Teoria do Conhecimento. “A ideia que a linguagem verbal humana deseja compreender é, antes de tudo, uma classe de eventos de comunicação entre falantes de uma língua natural”, sintetiza o pesquisador.

Conceituando, Luiz Henrique Dutra ensina que “de um ponto de vista naturalista e pragmático, a linguagem verbal humana é uma coleção de símbolos ou signos, isto é, objetos que adquirem significação por meio da própria prática de comunicação”.

As Teorias da Linguagem, em síntese, procuram responder aos aspectos sintáticos, semânticos e pragmáticos da linguagem. O desafio, portanto, não é somente do autor, e sim de todos os filósofos, que parecem, particularmente, interessados nas discussões que envolvem a mente humana. “Aqui, as questões são de caráter em parte metafísico, em parte epistemológico, mas igualmente têm a ver com aspectos do comportamento humano, especialmente o comportamento verbal”, complementa.

O novo livro da EdUFSC, segundo admite o autor, respalda a tese de que a Filosofia da Linguagem se confunde atualmente com “a própria base de todo filosofar”.

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Moacir Loth /Jornalista na Agecom / UFSC