Estudante da UFSC no programa Ciência sem Fronteiras é destaque na Coreia

12/03/2014 11:17

O estudante catarinense do programa Ciência sem Fronteiras, Pedro Vieira Neto de Rolan Teixeira, desenvolveu na Coreia um purificador de água que rendeu elogios e convites do governo coreano para intensificar suas pesquisas.

Ao perceber o problema de acesso à água potável de países do sudeste asiático, Teixeira dedicou suas pesquisas na Universidade Sogang ao desenvolvimento de um purificador portátil, usando uma impressora 3D. Tendo em vista o valor e a utilidade de seu projeto, Teixeira foi convidado a aplicar diretamente o resultado de suas pesquisas em campo e enviado junto a pesquisadores coreanos para trabalhar no laboratório mantido pelo Programa de Cooperação para o Desenvolvimento da Coréia no Camboja, ajudando assim a solucionar o grave problema de poluição da água naquele país.

Essa história foi amplamente divulgada pela mídia coreana e o engajamento de Teixeira e seus esforços para resolver problemas globais, e que afetam países menos desenvolvidos, impressionaram a opinião pública e despertaram a admiração geral pelo estudante brasileiro e pelo programa.

O embaixador da República da Coréia no Brasil, Koo Bom-Woo, em carta enviada  ao ministro Marco Antonio Raupp, da Ciência, Tecnologia e Inovação, disse que se orgulha dos resultados na Coreia desse relevante programa de cooperação educacional. “Acredito que a participação de nossas universidades e das empresas que proporcionam os estágios tem gerado bons resultados. Como evidência, o próprio Teixeira já afirmou seus planos de aprofundar seus estudos na Coréia. Ele certamente será muito bem recebido”.

Pedro Teixeira, 24 anos, é estudante de Química da Universidade Federal de Santa Catarina e bolsista de graduação sanduíche do Ciência sem Fronteiras na Sogang University na Coreia do Sul. Antes disso, foi bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) na UFSC e realizou dois estágios na Coreia durante os períodos de recesso acadêmico. O primeiro foi na Chempia Co. que é uma empresa que atua no ramo de produtos químicos, e o segundo no Instituto de Interfaces Biológicas sobre análise e purificação de água no Camboja, onde desenvolveu suas pesquisas recentes.

CsF – Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes.

O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

Fonte: CNPq